quarta-feira, 24 de março de 2010

Noite

É noite
As ruas são sombrias
Caminho por estreitas vias
Entre portas e janelas

A lua
Está alta e luminosa
A tal luz famosa
Que se entranha em vielas

Silencio
Que se acentua e se matem
Não se vendo o quem é quem
Eu caminho só a passo a passo

Roupas
Que pesam em estendais
O cheiro das mesmas banais
Presa em mola e entrelaço

Tasca
No fim da rua encontrei
Poucos velhotes observei
Que bebiam e prosavam frases cantantes

Calçada
De pedras gastas e esbranquiçadas
Mantendo sujas pegadas
De anteriores passantes

Candeeiros
De luz insegura
Que pela noite perdura
Até ao amanhecer

Sol
Que espera pelo terminar
da luz do luar
para seu novo renascer

1 comentário:

  1. Torno-me inútil com tais palavras.
    Torno-me frágil e carente.
    Lindo lindo como sempre, parabéns e continua minha amiga.

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