quarta-feira, 24 de março de 2010

Desejo

A excitação total… E de tal forma incontrolável!
Começando por carícias e sedução
Parando por fim num clima adorável…
O toque e sensibilidade
O calor que nos transforma
Que nos anseia e nos faz delirar
E a ânsia que se soma…
Inspirando sexualidade
Desinibido e escaldantes
Suspiros de prazer
De momentos bons e alucinantes
Sentir o desejo quente
Sobrevoando no desejo interno
Em beijos molhados e leves
Tocares e olhares de mistério

Mulher...

Mulher da vida
Que lutas e brigas, para tal necessidade…
Que trazes contigo uma criança, pequena e inocente
Sem eira nem beira, nos teus braços presente.
-Que mulher da vida és tu?
Olha em tua volta pessoas que te repugnam
Que te apedrejam, e nem olham…
-Mas que vida a tua mulher?
Tens uma vida contigo, não contando com a tua
Tal inocência que sofre na rua
da amargura e difamação.
-Porque a trazeis contigo?
Deixai esse inocente entre a alguém
Que lhe possa dar uma criação decente
Se queres fazer a tua vida de angustias
Não submetas inocentes a tal vida…
O mulher, triste vida caíste
Um chão de frechas abriste, e caminhas sem direcção
Levanta ao menos o teu rosto
Olha em frente e procura soluções
Não te entregues a desgraça
Não desgraces mais corações.
Se vender teu corpo e obra fácil
Faz o de forma que ninguém o veja
Mas não te esqueças que ser mulher é íntegro
É uma imagem sublime
O mulher da vida airada
Que não estais em caminhos certos
Andar de mão em mão
Ser cuspida e mal tratada
é a coisa mais reles e cruel
Visto nenhum homem merecer o tal sacrifício
Se não queres essa vida, para tal vida que carregas
Pensa e revê que tal destino lhe proporcionas
Muda tua vida em quanto há tempo
A vida e bela e tu bela és
Não estragues, tal beleza em vão
Faz da vida um bom condão
E mostra ao inocente, que viver é, bom
Abre um sorriso e mostrando um afecto
Tenta ser feliz, e procurar
Caminhar no sim e em boa direcção
Vais encontrar a pureza
E um boa justificação, para continuares a viver
E lutar… mas sim por uma boa causa
Erguer orgulho, fazer crescer algo saudável
Mostrar -te fiel ser decente, e viveres em paz
De vida, orgulho, gentileza, mulher amável.

O Amor

Há quem diga que permanecer longe não é amar
Pois é um engano fatal
Permanecer longe é fortalecer o amor
Que por vezes cai em peso degradante
Que se torna rotina sufocante
Que se deixa de ver as coisas boas
E passa a existir so as más e ocultar o desejos do amor
Passa da compreensão, há exaustão
Da capacidade, há incompreensão
Do compaherismo há solidão
O amor é confuso, nem sempre se sabe se é amar…
Misturando sentimentos e sensações
Por vezes se odeia sem o sentir
Ou se beija, querendo um simples abraço
Todos estes sentimentos se podem reflectir
Num amor intenso, que manifesta em incertezas
Dos incertos se contem separação
O amor acalma e dói
Se chora e ri e se sonha
Se imagina e se compõe
Mas que amor é este, tão confuso, mas tão desejado
Pensar que sofrer por amor, não é gratificante
E nem vale a pena para tal…
Estar bem na vida sem sofrer, é tão bom…
Não ter o peso de tal sentimento que nos cansa
Que bom ser livre, e não ser o tal presidiário do amor
Mas…… tem os seus q
Ó que vida sem sentido
Viver dia a pôs dia, sem sentir o tal afecto
Que nos da um sorriso magico e que nos faz sentir …
Tão desejados!
Será que vale mesmo a pena não amar?
Será que vale a pena lutar contras estes sofrimentos?
Apesar de ser tão pesado amar
E tão leve e natural ser amado e olhar alguém em nossa volta
Com um sorriso no rosto e repleto de amor.
Afinal amar é uma obra de arte
Que se afina consoante o sentimento
Amar, é magia que se oculta e não se mostra
É estranheza que não tem origem
Que acontece sem explicação
Vale a pena lutar por ele, sofrer por ele chorar por ele
E viver no desejo de tao pura e simplesmente …. Ele
O amor

Noite

É noite
As ruas são sombrias
Caminho por estreitas vias
Entre portas e janelas

A lua
Está alta e luminosa
A tal luz famosa
Que se entranha em vielas

Silencio
Que se acentua e se matem
Não se vendo o quem é quem
Eu caminho só a passo a passo

Roupas
Que pesam em estendais
O cheiro das mesmas banais
Presa em mola e entrelaço

Tasca
No fim da rua encontrei
Poucos velhotes observei
Que bebiam e prosavam frases cantantes

Calçada
De pedras gastas e esbranquiçadas
Mantendo sujas pegadas
De anteriores passantes

Candeeiros
De luz insegura
Que pela noite perdura
Até ao amanhecer

Sol
Que espera pelo terminar
da luz do luar
para seu novo renascer

Brisa

Bate suave em meu rosto
Tu brisa de primavera
Cheiro a campo e natureza
Ser como tu… ai quem me dera

Ter o teu cheiro natural
Ser suave e delicada
Sentir teu toque em meu rosto
Ser como tu…. E ser amada

Brisa serena brisa fiel
Que me das paz e liberdade
Sentir-te e ser viva
Ser como tu… é eternidade

Natural e invisível
Que não se toca e nem se alcança
Mas que se sente e se cheira
Ser como tu… é viver em esperança

Brisa, brisa…
Brisa tu, brisa intensa
Brisa suave, brisa natural
Ó brisa, que te sinto
És tão livre universal

segunda-feira, 15 de março de 2010

Lírio…

Olha o lírio que estas no campo
Repleto de sol e liberdade
Traz junto a mim teu cheiro intenso
E matai a minha ansiedade

Cheiro e aroma silvestre
Ceda e cores naturais
Ó lírio que és belo e rico
E teu aroma em meu corpo liberais

Planta ou flor assim te chamai
Não interessa qual nomes te dão
Lírio é lírio, teu nome não mudará
Lírio no campo o de mão em mão…

Seria pecado te colher
Mas pecado seria te deixar
Ó lírio do campo selvagem
Ficarei junto a ti para te olhar…






Teresa Pereira